Feedback

Feedback é o processo em que uma pessoa transmite a outra sua percepção a respeito do comportamento desta última. O fornecimento de feedback é importante na construção de um bom relacionamento interpessoal. Quando uma pessoa pede feedback a outra, o feedback ajuda a pessoa que o recebe a adquirir uma visão mais realista de si própria e a ajustar seu comportamento de modo a favorecer relações mais amistosas.

Não se deve esquecer, porém, de que, ao fornecer feedback, não se pode ferir a auto-estima do receptor. É preciso, portanto, examinar de que modo o feedback deve ser fornecido de modo a não agredir o interlocutor.

 INTRODUÇÃO

Feedback é o processo em que uma pessoa transmite a outra sua percepção a respeito do comportamento desta última. O fornecimento de feedback é importante na construção de um bom relacionamento interpessoal. Quando uma pessoa pede feedback a outra, o feedback ajuda a pessoa que o recebe a adquirir uma visão mais realista de si própria e a ajustar seu comportamento de modo a favorecer relações mais amistosas.

Não se deve esquecer, porém, de que, ao fornecer feedback, não se pode ferir a auto-estima do receptor. É preciso, portanto, examinar de que modo o feedback deve ser fornecido de modo a não agredir o interlocutor.

 JULGAMENTOS AUTOMÁTICOS – O RESPEITO AO OUTRO

Uma causa importante de dificuldade no relacionamento interpessoal é que todos nós somos “rápidos no gatilho”, isto é, costumamos julgar as ações dos outros de forma natural, automática, sem pensar, como se fôssemos juízes do comportamento alheio. Formulamos rapidamente um julgamento sobre a pessoa tão logo tomamos conhecimento do que ela fez. Isso ocorre porque a ação do outro nos provoca emoções, mesmo que o ato não seja dirigido a nós. Essa rapidez no criticar faz com que, muitas vezes, a crítica seja equivocada.

É preciso compreender de uma vez por todas que:

  • Ninguém é juiz de ninguém – ninguém nasceu com o direito de criticar quem quer que seja, ninguém tem autoridade natural para isso. A única exceção são os julgamentos morais, em que avaliamos os atos alheios do ponto de vista ético;
  • É falta de respeito criticar alguém para exibir a própria inteligência, para se sentir importante ou superior, ou para menosprezar o outro;
  • A crítica só é legítima quando o objetivo de quem critica é (a) ajudar a outra pessoa ou (b) defender a própria auto-estima;
  • Quem quer criticar alguém deve fazê-lo sem ofender o outro.

 A EMOÇÃO ATRAPALHA O FEEDBACK

Uma das razões pelas quais é difícil dar um feedback adequado é que, em geral, quem dá o feedback está dominado pela emoção. O caso mais típico é aquele em que sou dominado pelo ódio em virtude de algo dito pelo outro que me ofende ou humilha. Mesmo quando não sou criticado nem insultado, alguém pode fazer algo que eu não aprovo. Nesse caso, posso ser tomado por algum tipo de sentimento, por exemplo, de desprezo ou raiva em relação ao outro, sentimento que me leva a criticá-lo de um modo que agride sua auto-estima. Se alguém emite uma opinião que julgo errada, posso dar-lhe feedback dizendo-lhe que está errado simplesmente para mostrar minha inteligência ou para me sentir importante ou superior. Em todos esses casos, provavelmente meu feedback será agressivo e ofensivo.

 JULGAMENTO x COMPREENSÃO

Não se pode julgar os atos de uma pessoa sem conhecer suas razões. O comportamento que parece criticável à primeira vista pode se tornar aceitável quando se descobre os motivos que levaram a pessoa a agir daquele modo. Assim, sempre que eu tomar conhecimento de um ato aparentemente reprovável, uma atitude mais prudente seria perguntar: “Por que ele (ela) fez isso?” Ao formular essa pergunta, eu “esfrio” minhas emoções e me obrigo a suspender o julgamento até conhecer as razões da outra pessoa. Quando procuro saber os motivos de um indivíduo, eu tento compreender essa pessoa em vez de julgá-la. Existe, portanto, uma atividade que sempre deve vir antes da formulação de qualquer crítica: é a compreensão dos motivos do outro.

A compreensão das razões da outra pessoa envolve uma habilidade chamada empatia. Empatia é a capacidade de se pôr no lugar dos outros e de compreender como se sentem. A pessoa empática tenta colocar-se no lugar da outra pessoa para ver as coisas como ela as vê, tenta entender como a outra pessoa está raciocinando, como ela está se sentindo, como certas coisas a estão afetando e a estão levando a agir de determinada maneira.

 ACEITAÇÃO DO OUTRO

Um fator crítico no relacionamento interpessoal é a capacidade de as pessoas se aceitarem mutuamente como são. Todos têm que aceitar o fato essencial de que os seres humanos são diferentes uns dos outros. Ainda que a convivência se dê entre pessoas que nasceram e vivem no mesmo local, possuem a mesma idade e são da mesma classe social, entre elas haverá diferenças de personalidade, percepções, atitudes, valores, habilidades, aptidões, conhecimentos e experiências anteriores, enfim, diferenças no modo de ser.

A incapacidade de aceitar o outro produz duas conseqüências: primeiro, faz com que o indivíduo inconformado critique o outro a todo momento, procurando forçá-lo, de todas as maneiras, a mudar seu modo de ser para adaptar-se ao primeiro; segundo, faz com que as mais ínfimas diferenças sejam motivo para grandes conflitos, o que torna impossível a convivência.

Aceitar o outro como ele é significa reconhecer que minha maneira de ser não é melhor que a dele, que nossas características são simplesmente diferentes, e que ele, portanto, tem o direito de ser diferente de mim tanto quanto eu tenho o direito de ser diferente dele. Aceitar outra pessoa como ela é significa aceitar pacificamente seu comportamento diferente, sem se aborrecer, sem brigar nem discutir.

Aceitação significa considerar o outro indivíduo como igual, tratando seu comportamento, suas idéias e sentimentos com sincero respeito. Isso não significa concordar com ele em tudo mas tão somente aceitá-lo. Significa reconhecer que ele, tanto quanto eu, tem direito a idéias, valores e atitudes próprios.

É inútil criticar alguém quando a crítica tem o objetivo de fazer com que o outro mude sua maneira de ser. Assim, antes de criticar eu devo verificar se o comportamento que eu desejo mudar de fato pode ser mudado.

 CRÍTICA DA PERSONALIDADE x CRÍTICA DO COMPORTAMENTO

Uma das formas mais comuns pelas quais as pessoas dão feedback ao outro é fazendo um comentário genérico sobre a própria pessoa, comentário que expressa uma opinião negativa sobre o receptor. Esses feedbacks geralmente começam com uma das seguintes frases: “Você é ...” (Por ex.: “Você é estúpido”), “Você não é ...” (Por ex.: “Você não é simpático”), “Você tem ...” (Por ex.: “Você tem mania de se intrometer”), “Você não tem ...” (Por ex.: “Você não tem espírito de equipe”), “Você sempre ...” (Por ex.: “Você sempre atrapalha”), “Você nunca ...” (Por ex.: “Você nunca presta atenção”). 

Embora comuns, esses feedbacks são extremamente agressivos. Trata-se de comentários que agridem a personalidade da pessoa, que tentam desvalorizá-la como ser humano e, assim, ferem sua auto-estima. Por outro lado, essas críticas tendem a provocar ressentimento e comportamento defensivo, sendo em geral ineficazes para conseguir mudanças de comportamento, pois o receptor provavelmente concentrará suas energias em rebater as “acusações” e defender seu ego. Essas formas de feedback são, portanto, inaceitáveis, além de inúteis.

segunda 29 novembro 2010 11:57 , em CONTEÚDO COMPLEMENTAR AULAS DE LIDERANÇA


Perguntas com Foco em Competências

 Exemplos de Perguntas Comportamentais

 

Exemplos de Perguntas Comportamentais

 

 

 

 

Competências ou grupos comportamentais

Perguntas Comportamentais

 

1

Comprometimento

Dê exemplo de uma situação que você tenha assumido a responsabilidade, como se você fosse o dono do negócio, conte como foi.

Relate alguma situação em que o excesso de trabalho tenha trazido conseqüências negativas para sua vida pessoal?

2

Visão sistêmica

Descreva uma situação específica, onde sua visão de futuro e de mercado o ajudou a atingir uma meta.

Conte sobre alguma vez em que percebeu coisas que trariam conseqüências negativas para um determinado projeto e como agiu.

3

Espírito de equipe

Conte sobre alguma vez em que recebeu agradecimentos da equipe por alguma colaboração extra.

Relate uma situação em que você presenciou uma indelicadeza do seu  cliente com uma colega de trabalho e o que fez?

4

Foco em resultados

Conte sobre algum projeto que tenha sido muito difícil chegar a um resultado satisfatório.

Qual foi o projeto mais significativo que você coordenou ou participou e como foi?

5

Flexibilidade e Inovação

Quais as mudanças mais significativas que você implementou na sua area de atuação?

Conte sobre rotinas que tenham sito modificadas por sugestões suas, como foi?

Conte sobre alguma situação que você tenha discordado de uma mudança no seu setor?

Conte sobre alguma idéia criativa que tenha trazido retorno positivo para sua área.

6

Persistência e determinação

Conte sobre alguma meta importante que você planejou alcançar e acabou desistindo e porque?

Relate alguma situação em que você tenha persistido numa idéia que ninguém acreditava e teve sucesso?

Conte sobre alguma vez em que você teve todos os motivos para desistir, mas continuou confiante e atingiu o objetivo?

7

Foco no cliente

Conte-me sobre algum conflito com um cliente interno ou externo que não tenha tido uma solução adequada.

Relate alguma situação em que tenha extrapolado a expectativa do cliente e tenha sido reconhecido por isso?

Relate alguma mudança que implementou na sua are apara melhor atender a clientes internos ou externos?

8

Relacionamento interpessoal e consenso

Qual a maior incompatibilidade que você já teve na vida profissional, fale a respeito?

Conte sobre dificuldades de relacionamento com um cliente interno, líder, par ou colega de equipe, como terminou?

Conte sobre feedbacks positivos que você tenha recebido de colegas de equipe, pares ou clientes internos?

9

Comunicação interpessoal

Descreva como você passou para sua equipe a comunicação de um novo projeto, nova metodologia ou ainda novas rotinas?

Você recebeu uma meta muito acima do esperado, como você agiu na disseminação dessa informação para sua equipe?

10

Cooperação, participação e integração

Fale sobre alguns projetos que você tenha participado espontaneamente, fora da sua área de atuação?

Conte sobre alguma situação em que você tenha sentido dificuldade em se integrar a uma equipa de trabalho?

Relate uma grande contribuição espontânea que você tenha dado num momento difícil e como foi?

11

Liderança participativa

Conte sobre feedbacks positivos ou homenagens que você tenha recebido espontaneamente da equipe?

Como você gerenciava fluxo de informações com a sua equipe de trabalho?

Como você gerenciou a comunicação interna da sua equipe?

Como você administrou a comunicação entre sua equipe e clientes internos?

Conte sobre alguma situação em que seu estilo de liderança tenha sido questionado por alguém da equipe ou pelos seus superiores hierárquicos?

12

Liderança empreendedora

Quais os maiores investimentos que você fez na sua equipe de trabalho?

O que você fazia para aumentar a produtividade da equipe?

Conte como eram suas reuniões com sua equipe e qual a periodicidade?

13

Liderança ética e comprometida

Que atitudes você tomou quando em alguma situação sua credibilidade foi colocada em cheque?

14

Liderança motivadora

Conte as ações que você implementava quando sua equipe atingia a meta?

Agora conte o que você fazia quando sua equipe não atingia a meta?

Relate uma reunião de motivação que você tenha feito com sua equipe?

Descreva uma reunião de motivação que você tenha realizado com a sua equipe?

15

Liderança Treinadora “Coach”

Relate algumas situações em que você tenha multiplicado para sua equipe, cursos ou palestras que tenha participado?

Conte como você agia com a sua equipe na implementação de um projeto novo?

Qual a maior herança que você deixou para sua última equipe?

16

Pro-atividade

Conte-me sobre alguma situação crítica em um projeto que você conseguiu prever e ter ações que impedissem um fracasso?

Fale sobre alguma situação em que sua visão de futuro o ajudou num projeto importante?

17

Organização e planejamento

Como você gerenciava metas com sua equipe de trabalho?

Descreva um projeto que tenha coordenado com a equipe em detalhes?

De que forma você influenciou sua equipe a trabalhar com planejamento?

Como você agiu com pessoas desorganizadas?

18

Tomada de decisão

Qual a decisão mais difícil que você já tomou na sua vida?, =Conte como foi.

Qual a decisão mais assertiva que já tomou e qual a mais desastrosa, conte como foi?

19

Gerenciamento do tempo

Como você administrou o seu tempo, tanto na vida profissional como pessoal?

Em que situações você sentia que estava perdendo tempo?

Como você treinou sua equipe a gerenciar tempo?

Qual a melhor contribuição que deu para equipe eliminar desperdiçadores de tempo?

20

criatividade

Em que situações você demonstrou maior criatividade na vida profissional?

Conte sobre alguma idéia brilhante que tenha se destacado?

Fale sobre algum reconhecimento que recebeu ou deveria ter recebido por uma idéia criativa que tenha tido?

Relate alguma situação onde na falta de recursos materiais, você criou uma solução  inesperada?

Fale sobre alguma situação de imprevisto que você tenha lidado com sucesso?

21

Negociação, persuasão

Conte sobre alguma situação em que você tenha tido muita dificuldade para convencer alguém?

Descreva a negociação mais difícil que já administrou com sucesso?

Conte uma negociação que por maior que tenha sido seu empenho, não atingiu o objetivo?

Qual a negociação com resultado mais significativo que você administrou?

22

Empatia, saber ouvir

Com que freqüência você recebia feedbacks positivos da equipe ou clientes internos relacionados a sua atenção e capacidade de ouvir as pessoas, conte algumas situações?

Conte sobre alguma situação em que foi questionado por alguém da sua equipe por falta de tempo para dar atenção?

Fale sobre alguma situação em que você foi solidário com os sentimentos de alguém da sua equipe que passava por adversidades?

Conte alguma situação em que você percebeu alguém da sua equipe que precisando desabafar e o ouviu com atenção?

23

Resistência à frustração

Conte sobre uma situação adversa que o tenha feito desistir de um plano ou meta?

Fale sobre alguma decepção que o tenha trazido prejuízos aos seus resultados?

24

agilidade

Conte sobre alguma situação em que você foi cobrado por não conseguir cumprir prazos?

Fale sobre algum projeto que você conseguiu antecipar o prazo de conclusão?

25

Capacidade de risco

Qual o maior risco que você já correu na vida profissional?

Conte sobre alguma situação em que deixou de atingir um bom resultado por medo de arriscar?

26

Empreendedorismo

Qual o maior investimento que você fez na sua carreira profissional?

Conte sobre uma participação significativa que você tenha tido para melhorar os resultados na sua equipe.

27

disciplina

Conte sobre alguma situação em que tenha sido penalizado por transgredir alguma norma?

Relate alguma situação em que alguma norma ou política o impediu de realizar um bom atendimento a clientes?

28

Equilíbrio emocional

Relate alguma situação em que tenha perdido o controle e tido comportamentos inadequados no relacionamento profissional?

Conte sobre alguma situação difícil que tenha administrado com muita cautela, sem perder o equilíbrio da s emoções?

 

 

Bibliografia: Livro “Ferramentas de Avaliação e Performance com foco em Competências”, Ed. Qualitymark, 2004.

Postado por: Maria Odete Rabaglio 

 

 

 

 

 

Bibliografia: Livro “Ferramentas de Avaliação e Performance com foco em Competências”, Ed. Qualitymark, 2004.

Postado por: Maria Odete Rabaglio 

 

 

 

 



quinta 28 outubro 2010 20:33 , em CONTEÚDO COMPLEMENTAR AULAS DE RH NA GESTÃO DE PES


As 12 perguntas mais frequentes numa entrevista de emprego

As 12 perguntas mais frequentes numa entrevista de emprego:

1. Fale sobre si.
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.

4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.

5. O que procura num emprego?
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

8. O que você faz no seu tempo livre?
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.

9. Quais são as suas maiores qualidades?
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

10. E pontos negativos/defeitos?
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.

12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

terça 09 março 2010 16:35 , em Conteúdo Complementar Rotinas de RH


Qual a importância do planejamento de carreira?

O futuro de uma pessoa pode ser determinado pelas escolhas que ela faz tanto na vida pessoal quanto profissional. No âmbito corporativo isso tem sido comprovado no dia-a-dia, pois se tornou comum os colaboradores direcionarem determinadas ações e investimentos para garantir a empregabilidade, afinal a competitividade no mercado é cada vez maior. Nesse “meio de campo”, existe um recurso que quando bem estruturado pode se tornar um grande aliado de quem deseja superar obstáculos no trabalho e, no caso das organizações, para aquelas que desejam reter seus talentos: o planejamento de carreira.

Esse planejamento específico surge em dois momentos distintos. Primeiro, pode ser realizado como forma preventiva, para todos os colaboradores, através da realização de reuniões de discussão de carreira e de feedback de desempenho. Isso vale destacar, poderá gerar discussões positivas sobre o assunto, durante a permanência do profissional na organização. O planejamento de carreira acontece ainda em uma outra situação: quando o funcionário está sendo desligado da empresa e, nesse caso, consiste em oferecer um programa de recolocação em um momento delicado de transição de profissional.

Este trabalho oferece um suporte ao funcionário desligado, em um período inicial e difícil, após o rompimento de contrato. Junto com um consultor, por exemplo, são realizadas reuniões de planejamento de carreira, levando em conta o perfil pessoal e profissional, a análise do mercado, o projeto de vida pessoal e profissional. Elabora-se, então, uma estratégia de abordagem em relação ao mercado e serão dadas orientações sobre como se comunicar com o mercado.

É importante que as lideranças estimulem discussões em relação à carreira com seus funcionários e, na medida do possível, ofereçam suporte efetivo para o desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos. Trabalhando seus recursos internos, o gestor manterá assim uma boa linha de sucessão preparada para futuras possibilidades e necessidades da organização. Outro fator relevante é que ao oferecer um programa de recolocação como um benefício “extra” no momento de rescisão de contrato, a organização passará a mensagem aos colaboradores de respeito e cuidado, a preocupação com a carreira, com as melhorias para um próximo emprego e tudo isso poderá minimizar as possibilidades de uma ação trabalhista.

Mas, os benefícios que o planejamento de carreira não param por aí, muito pelo contrário. Essa prática pode também trazer redução de custo com consultorias de seleção e de investimento em treinamentos iniciais para novos funcionários, diminuir o risco de uma contratação errada e manter um fluxo saudável de crescimento dentro da organização. Somam-se a esses, outros benefícios que podem ser gerados às organizações: aumento da motivação dos funcionários e favorecimento à atratividade de candidatos potenciais. Quando estimula o planejamento de carreira, o gestor desenvolve sua liderança efetiva, pois em discussões sobre carreira é necessário ter habilidade de dar feedback, saber ouvir, propor e negociar alternativas, ser assertivo. Observa-se também o aumento da maturidade entre ambos, ou seja, líder e liderado”,  ao acrescentar que uma conversa franca, pontual e sistemática traz o respeito do colaborador ao grupo e à empresa, além de favorecer um maior alinhamento e comprometimento.

Por outro lado, ela alerta para o fato de que é comum encontrar gestores que não realizam uma discussão de carreira com seus funcionários por receio em dizer que a empresa não tem planos futuros de carreira e, dessa forma, perder o colaborador que faz bem o seu trabalho. Um fato mais agravante acontece quando as lideranças alimentam a possibilidade de futuras promoções, mesmo sabendo que estas dificilmente irão ocorrer. Caso não tenham qualquer plano futuro para o funcionário, faz parte da ética profissional “jogar limpo” e o próprio trabalhador terá a oportunidade de decidir por si próprio, ou seja, se prefere continuar na empresa no mesmo cargo, buscar novas posições dentro da organização ou até procurar uma nova recolocação externa.

É fundamental também lembrar que no dia-a-dia organizacional nem sempre a alta liderança possui um budget (orçamento) separado para suportar esse tipo investimento, e vai lentamente promovendo o funcionário quando ele já está efetivamente no cargo por um bom tempo. Outro detalhe importante é que os funcionários, por sua vez, pressionam seus gestores e o RH para fazerem ajustes em seu cargo e salário.

O profissional de RH ficar em meio a este conflito não é nada bom. A sugestão é preparar os gestores e os funcionários sobre a necessidade de sempre promover uma conversa franca e pontual sobre carreira. Um bom RH e um bom gestor são os que analisam a estrutura organizacional necessária para a condução dos negócios, desde a complexidade das funções, requisitos do cargo até a análise do potencial de seus colaboradores. Que deixem claro aos colaboradores esta estrutura, requisitos de uma próxima função e resultados para uma análise do potencial  ao reforçar que conversando todos podem produzir, por exemplo, planos de desenvolvimento que sustentem esse trabalho, baseados em reuniões de feedback, de interesse de carreira, contendo desafios constantes, treinamentos e projetos diversificados.

Os benefícios – O plano de carreira é benéfico tanto para as organizações quanto para os profissionais. Para o colaborador, essa prática traz um maior alinhamento e segurança por sentir que há um interesse genuíno da empresa por sua carreira. O profissional sente-se motivado em ir em busca de um aprimoramento de suas competências técnicas e comportamentais, e isso, conseqüentemente, favorece é claro a condução do seu trabalho. Já a organização de forma geral ganha maior fidelização do funcionário com a empresa, comprometimento e melhora no clima organizacional.

Mas, quem deve participar da elaboração de um plano de carreira? É fundamental as presenças do próprio colaborador, do supervisor de segundo nível, juntamente com o apoio de um consultor interno de Recursos Humanos. Todos deverão ter ciência e oferecer suporte efetivo, comprometimento e tomada de decisão em momentos oportunos.

Além de dar ênfase ao conhecimento técnico, um estruturado plano de carreira deverá levar em conta outros fatores como, por exemplo: projeto de vida, perfil, tanto pessoal como profissional e o mercado. Outro fator relevante é não esquecer o desenvolvimento de competências comportamentais tão valorizadas pelas organizações. Nesse item específico entra o esforço do próprio profissional, pois ele terá que fazer um esforço extra e se aprimorar, uma vez que ninguém poderá assumir essa responsabilidade por ele.

Por que é preciso planejar a carreira? – Todo e qualquer profissional deve ter um plano de carreira e é fundamental que se comesse a refletir sobre esse assunto desde cedo.O profissional deve estar atendo às possibilidades, não deixando essa responsabilidade ao acaso ou mesmo em cima dos ombros do próprio RH. É importante que o colaborador saia do comodismo, estrategicamente e com muita diplomacia, busque entender quais são os requisitos de um próximo cargo desejado e vá se preparando.

Por fim, o plano de carreira retém funcionário, pois esse o profissional sente que a empresa possui planos efetivos e tem compromisso com ele. Este assunto deve fazer parte da cultura organizacional, sempre oferecendo suporte e condições necessárias de desenvolvimento e feedback constate. São muitos os benefícios deste trabalho, pelo lado da organização e para o colaborador. Mas o principal é a manutenção de um fluxo sadio de crescimento e desenvolvimento da organização.

quarta 06 janeiro 2010 13:29


Liderança e motivação – práticas novas, propósitos antigos

O que é liderança?

O dicionário informa:

Liderança: espírito de chefia; forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos (Dic. Aurélio). Função, posição, caráter de líder; espírito de chefia; autoridade, ascendência (Dic. Houaiss).

Líder: Indivíduo que chefia, comanda e/ou orienta, em qualquer tipo de ação, empresa ou linha de idéias; guia, chefe ou condutor que representa um grupo, uma corrente de opinião, etc. (Dic. Aurélio). Indivíduo que tem autoridade para comandar ou coordenar outros; pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras; pessoa que se encontra à frente de um movimento de caráter religioso, filosófico, artístico, científico, etc.; algo ou alguém que guia, conduz (Dic. Houaiss). 

Além de incompletos, se queremos entender como o fenômeno ocorre no interior do grupo e da organização, as definições acima começam com uma falha grosseira, para quem já se ateve um pouco que seja sobre o assunto – confunde liderança com chefia e líder com chefe.

Marco inicial dos estudos sobre liderança, essa teoria dá ênfase a características pessoais do líder.

“Os líderes deveriam possuir certas características de personalidade especiais que seriam basicamente as principais facilitadoras no desempenho do papel de liderança. Assim, os líderes passaram a ser entendidos como seres diferentes das demais pessoas pelo fato de possuírem alguns traços de personalidade considerados como profundos, responsáveis não só por fazê-los emergir como tal como também por mantê-los em suas posições.” A este conceito a autora acrescenta: “Isso permite concluir que os líderes já nascem como tal, não havendo a probabilidade de ‘fazê-los’ posteriormente por meio do uso de técnicas de desenvolvimento pessoal.” (Bergamini, 1994: 28).

A grande preocupação dessa abordagem, e ao mesmo tempo seu calcanhar de Aquiles, é mostrar “o que o líder é”, sem se preocupar em correlacionar as características com a produtividade ou a eficácia do processo de liderança. Bastaria à empresa, então, encontrar alguém com um carimbo na testa: “Líder”, apresentando as características apontadas, para ter todos os seus problemas de preenchimentos de vagas de chefia resolvidos. Não se davam conta que buscavam um super-homem:

O líder caracteriza-se por uma forte busca de responsabilidade e perfeição na tarefa, vigor e persistência na perseguição dos objetivos, arrojo e originalidade na resolução de problemas, impulso para o exercício da iniciativa nas situações sociais, auto-confiança e senso de identidade pessoal, desejo de aceitar as conseqüências da decisão e ação, prontidão para absorver o stress interpessoal, boa vontade em tolerar frustrações e atrasos, habilidade para influenciar o comportamento de outras pessoas e capacidade de estruturar os sistemas de interação social no sentido dos objetivos em jogo (Stogdill[1] apud Bergamini, 1994: 31).

 

Teorias comportamentais

A partir da década iniciada em 1950, as atenções voltam para a “dinâmica do comportamento do líder” e os estudiosos agora querem saber “aquilo que o líder faz”, questionando sobre os comportamentos do líder que respondem por sua eficácia. A busca agora é por

...conjuntos de comportamento que pudessem configurar aquilo que passa a ser chamado de habilidade de liderança. (...) Enquanto no enfoque dos traços a suposição básica era de que o líder nasce como tal, agora passa-se a aceitar que, uma vez sendo conhecido o comportamento responsável pela liderança eficaz, as pessoas poderiam ser treinadas para exibir tal comportamento, conseguindo assim se transformar em melhores líderes. (Bergamini, 1994: 36)

 

 

O processo de liderança normalmente envolve um relacionamento de influência e duplo sentido, orientado principalmente para o atendimento de objetivos mútuos, tais como aqueles de um grupo, organização ou sociedade. Portanto, a liderança não é apenas o cargo do líder mas também requer esforços de cooperação por parte de outras pessoas. (Hollander], apud Bergamini, 1994: 15).

De forma parecida, Robbins define “liderança como a capacidade de influenciar um grupo em direção ao alcance dos objetivos”, ressaltando que “nem todos os líderes são administradores, nem todos os administradores são líderes”. E chama a atenção para o fato de que

As organizações precisam de liderança forte e administração forte para atingir sua eficácia ótima. No mundo dinâmico de hoje, precisamos de líderes que desafiem o status quo, criem visões de futuro e sejam capazes de inspirar os membros da organização a querer realizar essas visões. Também precisamos de administradores para elaborar planos detalhados, criar estruturas organizacionais eficientes e gerenciar as operações do dia-a-dia. (Robbins, 2002: 304).

“Liderar é, antes de mais nada, ser capaz de administrar o sentido que as pessoas dão àquilo que estão fazendo”, acrescentando que “essa administração do sentido implica o conhecimento e domínio das características da cultura da organização, ao mesmo tempo em que liderar exige também o conhecimento do sentido que cada um dá à atividade que desempenha”, para finalizar reconhecendo que “no cruzamento dessas duas fontes de significado é que o líder se tem proposto, cada vez de forma mais clara, como elemento-chave dentro das organizações” (Bergamini, 1994: 22).

-  Teoria dos traços

quarta 08 julho 2009 10:55 , em CONTEÚDO COMPLEMENTAR AULAS DE LIDERANÇA


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